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Cultura Suíça, Pontos Turísticos da Suíça

As pinturas medievais do Castelo de Chillon: a camera domini, a capela e a sala dos brasões

Sala dos brasões do Castelo de Chillon com o friso de armas dos bailios berneses e o teto de caixotões de madeira
A sala dos brasões, vazia numa tarde de junho. O friso corre por duas paredes inteiras. Foto nossa, junho de 2026.

Quase todo mundo entra no Castelo de Chillon pensando na masmorra do prisioneiro de Byron. Nós entramos pensando nas paredes. As pinturas medievais do Castelo de Chillon são a razão pela qual ele interessa a quem gosta de arte: pouquíssimos castelos na Europa conservam decoração doméstica do século XIV no lugar onde ela foi feita, e aqui há dois desses conjuntos, mais um friso heráldico do século XVI, em salas que ficam a poucos minutos de caminhada uma da outra.

Estivemos ali em setembro de 2019 e voltamos em junho de 2026 com a câmera grande e tempo de sobra. As fotos deste texto são dessas visitas. O que vem a seguir é o percurso das salas pintadas na ordem em que você vai encontrá-las, com uma advertência honesta logo no começo, porque ela muda a forma de olhar tudo o que vem depois.

O que é medieval de verdade, e o que é restauro

Chillon não é uma ruína congelada. É um monumento restaurado em campanhas sucessivas desde 1887, e o próprio castelo diz isso com todas as letras no folheto da bilheteria. Sobre a sala 13, a sala de jantar do castelão, o texto oficial informa que a decoração foi pintada à têmpera a partir de modelos do fim do século XIII. Traduzindo: o desenho é medieval, a tinta é do início do século XX. Na sala 14, a Aula Nova, o decor das paredes foi pintado no mesmo período, inspirado nos vestígios da camera domini, e o teto abobadado foi reconstituído por Albert Naef em 1925 e 1926.

Isso não diminui o castelo. Saber o que é original e o que é reconstituição transforma a visita numa leitura em camadas: você começa a distinguir a superfície fresca e regular do que foi repintado da superfície esfarelada, cheia de lacunas, do que sobreviveu. E aí a camera domini e a capela ganham outro peso, porque nelas a tinta antiga está mesmo ali.

As quatro salas pintadas, em ordem de visita

  • Salas 13 e 14 (sala de jantar do castelão e Aula Nova): chevrons de ocre e branco, reconstituídos no século XX a partir de modelos do fim do século XIII
  • Sala 18 (sala dos brasões): friso das armas dos bailios berneses, iniciado em 1586 e continuado por mais de dois séculos
  • Sala 19 (camera domini): pinturas de Jean de Grandson, entre 1341 e 1344, o conjunto mais raro do castelo
  • Sala 24 (capela de são Jorge): abóbadas e paredes pintadas no início do século XIV, com a estátua de são Jorge em vitrine

Por que as salas de recepção são pintadas em zigue-zague?

O que salta aos olhos quando você sobe do pátio é o chevron: faixas em V, ocre-avermelhado sobre branco, cobrindo paredes inteiras do chão ao teto. O chevron é um motivo heráldico, e repeti-lo em zigue-zague era a forma rápida de dar unidade e presença a uma sala grande, num tempo em que tapeçaria custava uma fortuna e viajava com a corte. Um salão assim já estava vestido mesmo com os Saboia longe.

Repare na escala: o zigue-zague é grande, feito para ser lido de longe, à luz de janela e de fogo. E repare nas colunas de carvalho da sala 13, que o castelo dá como originais do século XIII, cercadas por uma parede que é pintura moderna.

Grande sala do Castelo de Chillon com coluna de carvalho, arcos de madeira e paredes pintadas em chevrons de ocre e branco
A coluna de carvalho do século XIII, os arcos e o teto de madeira, com o chevron ao redor.
Janela gótica do Castelo de Chillon com bancos de pedra e parede pintada em chevrons alaranjados
Meio da tarde: o sol entra pela janela do lado do lago e o chevron ganha volume.
Lareira monumental da sala de jantar do castelão em Chillon, com as paredes pintadas em chevrons e a placa da sala 13
Sala 13, a sala de jantar do castelão. A placa vermelha com o número está à esquerda da lareira.

A camera domini: o quarto do conde, pintado entre 1341 e 1344

A camera domini é a sala 19 do percurso, e é aqui que a visita vira história da arte. A câmara do senhor nasceu no século XIII sob Pedro II de Saboia e foi remodelada por completo no século XIV. Entre 1336 e 1338, o conde Aymon de Saboia mandou deslocar a lareira para o canto nordeste, e o motivo é bonito: ele queria abrir ali uma escada em caracol ligando o próprio quarto à capela privada, abaixo, e aos adarves, acima. Um caminho só dele, entre a cama, Deus e a muralha.

Poucos anos depois, o pintor Jean de Grandson decorou a sala inteira em têmpera. O castelo data a campanha de 1341 a 1344; a Wikipédia francesa e boa parte da bibliografia dizem 1341 a 1343, e o painel exposto na própria sala escreve 1341/1344. Fique com a década, que ninguém contesta.

O programa era dividido em três partes e representava um jardim ideal povoado de animais sobre fundo azul. O que sobrou é isto: sobre um fundo semeado de flores-de-lis, cervos e outros bichos caminham entre árvores, com um traço leve, quase de miniatura de manuscrito, ampliado para o tamanho de parede. Abaixo corre uma faixa geométrica de nós e losangos, e mais abaixo se adivinha um reposteiro pintado. Sobre a lareira ficava são Jorge derrubando o dragão, imagem das virtudes do conde. No teto, flores-de-lis e cruzes recortadas em folha de estanho, alusão às armas de Saboia.

Pintura mural do século XIV na camera domini do Castelo de Chillon, com animais entre árvores sobre fundo de flores-de-lis
A parede da camera domini: animais, árvores, fundo de flores-de-lis e a faixa geométrica abaixo.

Há um detalhe que a maioria dos visitantes passa sem ver. À altura dos olhos corre um friso de bandeiras, e cada bandeira é um brasão. A vermelha com cruz branca é de Aymon de Saboia, que encomendou as pinturas. A amarela com cruz azul é de Amadeu III de Genebra, protetor do filho de Aymon. A branca com o topo vermelho é de Yolanda Paleóloga de Montferrato, mulher de Aymon desde 1330 e neta de um imperador bizantino. Essas três bandeiras diziam, a quem entrasse no quarto, com quem a casa de Saboia estava aliada.

Na sala existe uma maquete em vitrine que reconstitui a decoração nova, com o azul intenso, a treliça dourada de flores-de-lis e o são Jorge a cavalo sobre a lareira. Pare diante dela por um minuto antes de voltar à parede: depois disso, o desenho apagado na pedra fica legível.

Uma última camada, e é a mais irônica. Em 1587 o pintor bernês Andreas Stoss cobriu parte da decoração medieval a pedido do bailio Hans Wilhelm von Mülinen e acrescentou ali um urso de Berna com a data. O quarto do conde de Saboia recebeu a marca de quem tinha tomado o castelo cinquenta anos antes.

Detalhe da camera domini de Chillon com um animal de pescoço longo pintado sobre fundo de flores-de-lis, sob viga vermelha
Outro trecho da mesma sala, sob a viga pintada de vermelho. A porta baixa à esquerda leva à escada em caracol de 1336.

A capela de são Jorge: por que aqui você olha para cima

A capela é a sala 24 e era a capela privada dos condes e depois duques de Saboia. Os vãos das janelas são de cerca de 1250 e as abóbadas góticas do fim do século XIII. A decoração das paredes e do teto é do início do século XIV: em 1314, sob o conde Amadeu V, um pintor conhecido nos documentos como Maître Jacques trabalhou ali com dois colaboradores anônimos.

O programa vale conhecer antes de entrar, porque ele explica onde olhar. As figuras do Antigo Testamento estão nas abóbadas, no alto; as do Novo Testamento, nas paredes; o tema central é Cristo e a sua genealogia. O teto é o passado, a parede é o presente da fé de quem rezava ali. Ficar no meio da sala e levantar a cabeça é literalmente a forma certa de ler a capela.

Capela de são Jorge do Castelo de Chillon com abóbadas góticas pintadas, janelas estreitas e a vitrine com a estátua de são Jorge
A capela, com as abóbadas pintadas, as janelas estreitas do lado do lago e a estátua em vitrine no centro.

A história da conservação aqui é acidentada e o castelo não a esconde. A capela foi dessacralizada na Reforma e virou celeiro e depois depósito de pólvora no período bernês; no século XIX, quando Chillon era prisão cantonal, voltou a ser lugar de culto, dos detentos. Entre 1914 e 1916, Albert Naef e o pintor Ernest Correvon rasparam sistematicamente as pinturas, consolidaram e restauraram. Depois vieram as infiltrações de água, e numa nova campanha entre 1985 e 1995 a maior parte dos repintes de 1914 a 1916 foi removida. É por isso que a capela tem hoje esse aspecto fragmentário: o que você vê é o que resistiu, com muito menos maquiagem do que havia há um século.

Na parede oeste, os restauradores do começo do século recompuseram, a partir de fragmentos mínimos, uma cena de Juízo Final. Hoje os especialistas discutem se a composição original era uma Ascensão, um Cristo em Majestade ou uma Coroação da Virgem, como registra a página oficial do castelo sobre as pinturas murais. Quando alguém lhe disser o que aquela parede representa, guarde a dúvida.

Detalhe das abóbadas pintadas da capela de Chillon, com nervuras góticas, figuras com auréola e motivos vegetais em ocre e azul
Detalhe da abóbada: nervuras, estrelas vegetais e figuras com auréola em ocre e cinza-azulado.
Estátua de madeira de são Jorge em armadura sobre o dragão, exposta em vitrine na capela do Castelo de Chillon
São Jorge derrubando o dragão, tília esculpida entre 1480 e 1500.

A estátua na vitrine merece dois minutos. É um são Jorge de madeira de tília, esculpido entre 1480 e 1500, comprado em 1895 pela associação de restauração para lembrar que a Casa de Saboia dedicou esta capela a são Jorge em 1351. Ainda guarda fragmentos de policromia no rosto e na armadura. Dê a volta até onde a vitrine permite: as costas e as laterais estão sem acabamento, porque a peça foi feita para ser vista de frente e instalada no alto.

A sala dos brasões: 197 anos de Berna pintados na parede

A sala 18 era a grande sala de recepção medieval, logo acima da Aula Magna, e por isso se chamava Aula Magna Superior. A lareira e o teto de caixotões são do século XV. O que a tornou famosa veio depois: em 1586, o bailio Hans Wilhelm von Mülinen encomendou ao pintor Andreas Stoss um friso de armas encimado por ornamentos em grisalha, que começa com o escudo de Berna sobre a porta sul e chega ao brasão do próprio von Mülinen. Outros pintores continuaram a série pelo mesmo desenho durante mais de dois séculos.

Cada escudo vem com uma inscrição em letra gótica, e é aqui que a parede vira um documento que qualquer pessoa consegue ler no local. A fórmula se repete: nome, depois wardt Landtvogt zu Zillung hiehar im e um ano. Zillung é o nome alemão de Chillon, e a frase quer dizer “tornou-se bailio de Chillon e veio para cá em tal ano”. A data pintada não é a data da pintura: é o ano em que aquele homem assumiu o posto. Nas nossas fotos lê-se com nitidez 1546, 1551, 1557 e 1567.

Friso de armas dos bailios berneses no Castelo de Chillon, com cimeiras, arquitetura pintada em grisalha e inscrições góticas datadas de 1546 a 1567
  1. 1A cimeira: o ornamento no alto do elmo. Aqui, um sol com rosto humano em ocre e dourado.
  2. 2O fundo é uma parede de tijolos pintada, com pequenas figuras escuras entre as arcadas. Arquitetura fingida, o recurso favorito do século XVI.
  3. 3Outra cimeira, com uma figura verde de braços abertos, sobre um escudo com flores-de-lis e faixas verticais.
  4. 4A inscrição termina em 1546, a data mais antiga que conseguimos ler nesta parede.
  5. 5Lê-se Niclaus Schönnw, Landtvogt zu Zillung, 1551: o ano em que ele chegou a Chillon.
  6. 6Niclaus Manuell, 1557. O sobrenome Manuel aparece em várias gerações da elite de Berna.
  7. 7Rudolff von Erlach, 1567, de uma das famílias mais poderosas da cidade.
O friso dos bailios, ponto a ponto. Passe o mouse ou toque nos números; a legenda repete tudo abaixo. Foto nossa, junho de 2026.

Os bailios moraram em Chillon de 1536 a 1733, quando a residência oficial passou para Vevey. A série ficou incompleta por quase dois séculos, até que em 1917 a associação de restauração mandou pintar as armas dos últimos bailios, de 1733 a 1797. O painel explicativo da própria sala é honesto sobre isso: a motivação de 1917 foi estética, e nada tinha em comum com a dos comitentes originais, que era exibir prestígio pessoal e afirmar, pela repetição em série, que o poder de Berna era permanente e legítimo. Esses brasões tardios estão numa parede lateral, e ao lado deles alguém pintou um escudo com as palavras Liberté Patrie, o lema do cantão de Vaud. Berna sai, Vaud entra, e a parede continua a contar quem manda.

Brasões dos últimos bailios berneses de Chillon, pintados em 1917, ao lado do escudo com o lema Liberté Patrie do cantão de Vaud
Os brasões acrescentados em 1917 e, à direita, o escudo Liberté Patrie de Vaud.
Nicho pintado no Castelo de Chillon com moldura em grisalha e ornamento de flor-de-lis no topo, ao lado de uma porta vermelha
Grisalha: pintura em tons de cinza que imita relevo de pedra. Este nicho tem uma moldura inteira que não existe.

Como olhar as pinturas, na prática

Depois de duas visitas nessas quatro salas, é isto que faz diferença.

  • Deixe os olhos se acostumarem. A camera domini e a capela são escuras de propósito, por conservação. Fique um minuto parado antes de julgar que não há nada para ver. O que parece parede suja vira desenho.
  • Olhe de longe primeiro, de perto depois. Recue até a parede oposta para captar a composição inteira e só então aproxime-se. O contrário costuma frustrar, porque de perto a superfície é toda lacuna.
  • Use a maquete e os painéis como chave. A reconstituição em vitrine da camera domini e o painel dos brasões dão o que falta ao olho: a cor original e a lógica do programa.
  • Vá cedo ou no fim do dia. Entre abril e setembro o castelo abre às 9h. As salas pintadas são estreitas, e no meio do dia os grupos ocupam todo o espaço útil.
  • Não encoste. O regulamento proíbe tocar nas pinturas murais, nas tapeçarias, nos móveis e nas armas, e explica o motivo: um simples roçar já danifica. O castelo também pede que se fale baixo.
  • Reserve tempo separado. O percurso inteiro tem 36 salas e leva de uma hora e meia a duas horas. Para olhar pintura com calma, conte quarenta minutos só para as salas 13, 18, 19 e 24, e some ao total.

Fotografar as pinturas: o que o castelo permite

Fotografar é liberado em todo o castelo, segundo a página oficial de perguntas frequentes. Pau de selfie está proibido dentro do monumento e drones não podem voar sobre o domínio. A regra oficial não menciona flash, e por isso nós não vamos dizer que ele é proibido; sugerimos apenas deixá-lo desligado. Por conservação, que é a lógica de toda a iluminação baixa dessas salas, e por técnica: o flash frontal achata o relevo da têmpera e mata a textura da parede.

O que funcionou para nós: apoiar o corpo num batente ou numa coluna, subir bastante o ISO em vez de arrastar o obturador e fotografar a parede o mais de frente possível, para não distorcer a faixa geométrica. E vale uma foto reta do painel explicativo de cada sala, para ler em casa com calma.

Onde as pinturas entram num roteiro pela Riviera

Castelos e palácios são a nossa especialidade dentro da Viagem Suíça, e Chillon é a primeira parada da nossa rota dos castelos pela Suíça. Quando o interesse do viajante é arte, nós mudamos o desenho do dia: entrada logo na abertura, tempo dobrado nas salas pintadas, e a visita guiada em português conduzida por guias oficiais do castelo, que nós oferecemos dentro dos nossos roteiros e reservamos com a antecedência exigida. O áudio-guia e o aplicativo do castelo não têm português; o folheto gratuito tem.

Em volta disso monta-se um dia sem pressa: chegada de barco desde Montreux, almoço em Vevey, tarde nos terraços de Lavaux e volta com a luz baixa sobre o Lago Léman. A combinação encaixa bem num roteiro de sete dias pela Suíça, e esse trabalho de costura está descrito na página dos nossos serviços na Suíça.

Raphael, da Viagem Suíça, sob as abóbadas pintadas da capela de são Jorge no Castelo de Chillon
Raphael na capela, com as abóbadas do século XIV atrás. Junho de 2026.

Quer ver essas paredes com tempo? Conte para nós quando você pretende viajar e com quem, e nós montamos o dia na Riviera do Léman em volta do castelo, com a nossa visita guiada em português, com guia oficial, já incluída. A conversa inicial de 15 minutos é gratuita.

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Dúvidas frequentes sobre as pinturas medievais de Chillon

Quais são as pinturas medievais originais do Castelo de Chillon?

As mais antigas conservadas no lugar são as da camera domini, a sala 19, pintadas por Jean de Grandson entre 1341 e 1344, e as da capela de são Jorge, a sala 24, do início do século XIV. Boa parte da decoração das outras salas é reconstituição do início do século XX feita a partir de vestígios do fim do século XIII, e o próprio castelo informa isso no folheto de visita.

O que é a camera domini de Chillon?

É o quarto de dormir dos condes e depois duques de Saboia, a sala 19 do percurso. Aymon de Saboia reformou-a entre 1336 e 1338, abrindo uma escada em caracol para a capela privada, e Jean de Grandson pintou nela um jardim com animais entre árvores sobre fundo de flores-de-lis, com são Jorge e o dragão sobre a lareira.

O que significam os chevrons pintados nas paredes do castelo?

O chevron, a faixa em V, é um motivo heráldico. Repetido em zigue-zague por paredes inteiras, dava unidade e presença a salas grandes de forma rápida e sem o custo de uma tapeçaria. Em Chillon ele aparece nas salas de recepção do castelão, onde a camada de tinta atual foi refeita no século XX a partir de modelos medievais.

Quem eram os bailios cujos brasões estão na sala 18?

Eram os governadores berneses de Chillon, que residiram no castelo de 1536 a 1733. O friso foi encomendado em 1586 pelo bailio Hans Wilhelm von Mülinen ao pintor Andreas Stoss e continuado por outros artistas. As datas pintadas ao lado de cada escudo indicam o ano em que cada bailio assumiu o posto: lê-se 1546, 1551, 1557 e 1567, entre outras.

A capela de Chillon vale a visita?

Vale, e é a sala mais silenciosa do percurso. As abóbadas góticas são do fim do século XIII e as pinturas do início do século XIV, com as figuras do Antigo Testamento no teto e as do Novo Testamento nas paredes. Ali também está a estátua de madeira de são Jorge, esculpida entre 1480 e 1500.

Pode fotografar as pinturas do Castelo de Chillon?

Pode, em todo o castelo, segundo a página oficial de perguntas frequentes. Pau de selfie e drones estão proibidos. A regra oficial não menciona flash; a nossa recomendação é deixá-lo desligado, por conservação e porque ele achata a textura da parede. Tocar nas pinturas é proibido.

Quanto tempo reservar para ver as salas pintadas?

O percurso completo tem 36 salas e leva de uma hora e meia a duas horas. Para olhar as quatro salas pintadas com calma, conte cerca de quarenta minutos além disso, e prefira a abertura, às 9h entre abril e setembro, ou o fim da tarde.

Existe visita guiada em português focada na arte do castelo?

Nós oferecemos a visita guiada em português, privativa, conduzida por guias oficiais do castelo, dentro dos nossos roteiros pela Riviera do Léman, e podemos pedir ênfase nas salas pintadas. A reserva precisa ser feita com antecedência. O áudio-guia e o aplicativo do castelo não têm português; o folheto gratuito tem.

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Escrito e revisado por Rafaella Vilafranca, cofundadora da Viagem Suíça e guia certificada Switzerland Travel Expert.
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