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História da Jungfraubahn: da construção à Alpine Sensation

Antes de chegar à neve do Jungfraujoch, o trem entra na montanha. Os trilhos por onde você passa resultam de uma obra iniciada em 1896 e inaugurada em 1912.

No alto, Alpine Sensation reúne imagens históricas e homenagens aos trabalhadores da ferrovia. Para organizar o dia no alto da montanha, veja nosso guia do Jungfraujoch, com o contexto da subida e das atrações.

Foto de abertura: gelo e paredes rochosas vistos através de uma janela durante a subida ao Jungfraujoch. Foto: arquivo Viagem Alemanha.

O projeto de Guyer-Zeller para o cume da Jungfrau

O nome mais associado à Jungfraubahn é o do industrial Adolf Guyer-Zeller. Em 1893, ele propôs uma ferrovia elétrica que partiria de Kleine Scheidegg, atravessaria o Eiger e o Mönch e seguiria até o cume da Jungfrau.

Essa ideia tinha antecedentes. O Museu Nacional Suíço descreve uma disputa entre engenheiros que já estudavam maneiras de alcançar a montanha. Maurice Koechlin, Alexander Trautweiler, Eduard Locher e Emil Strub apresentaram soluções diferentes. Guyer-Zeller reuniu elementos de propostas anteriores e obteve a concessão no fim de 1894.

Jungfraujoch e o cume da Jungfrau são lugares distintos. As dificuldades financeiras e a morte de Guyer-Zeller, em 1899, contribuíram para a revisão do projeto. O trecho final até o cume e o elevador previsto para alcançá-lo foram abandonados. A estação ficou no Jungfraujoch.

Como a cremalheira ajuda o trem a subir

A Jungfraubahn utiliza o sistema de cremalheira Strub. Entre os trilhos, uma barra dentada recebe o engrenamento de uma roda do trem, permitindo vencer inclinações que exigem mais do que a aderência das rodas comuns. A explicação técnica da Jungfrau Railways informa que a linha alcança rampas de 250 por mil, equivalentes a 25%.

A Jungfraubahn percorre a montanha sobre trilhos. As cabines suspensas do Eiger Express fazem outro trecho da viagem e chegam a Eigergletscher, onde você embarca no trem.

Dezesseis anos entre a primeira escavação e a inauguração

As obras começaram em 27 de julho de 1896. O primeiro trecho, a céu aberto, ligou Kleine Scheidegg a Eigergletscher e entrou em operação em setembro de 1898. Dali, a construção avançou para dentro da rocha.

A história publicada pela operadora descreve trabalhadores, em sua maioria italianos, e uma infraestrutura de apoio em Eigergletscher: alojamentos, oficinas, provisões para o inverno e uma enfermaria. A obra também dependia da geração de eletricidade nos vales. Escavar era apenas uma parte do problema; era preciso manter pessoas, ferramentas e energia funcionando em altitude.

Corredor com paredes de rocha aparente, iluminação no teto e visitantes ao fundo
Rocha aparente e instalações de circulação no percurso ferroviário fotografado durante a visita. Foto: arquivo Viagem Alemanha.

O avanço teve interrupções, conflitos trabalhistas e acidentes. A operadora registra 30 mortes de trabalhadores durante a construção, geralmente em acidentes com explosivos.

A abertura ocorreu por etapas:

  • 1898: o trem chega a Eigergletscher.
  • 1903: inauguração de Eigerwand.
  • 1905: Eismeer torna-se a estação final provisória.
  • 1912: a linha alcança o Jungfraujoch.

A última passagem de rocha foi aberta em 21 de fevereiro de 1912; a inauguração da estação aconteceu em 1º de agosto do mesmo ano. O portal oficial da Confederação Suíça confirma essas datas e a altitude de 3.454 metros, que faz dela a estação ferroviária mais alta da Europa.

Eismeer: quando uma janela era o destino da viagem

Eismeer foi inaugurada em 25 de julho de 1905 e permaneceu como ponto final da linha durante sete anos. A comunicação da Jungfraubahn pelo centenário da estação recorda esse período em que a galeria de observação era o centro da experiência ferroviária em altitude.

As vistas intermediárias tinham uma função econômica. Segundo a Fundação da Estação de Pesquisa do Jungfraujoch, a receita dos passageiros que visitavam as estações já abertas ajudava a financiar a continuação dos trabalhos. O visitante comprava uma viagem que já podia acontecer, enquanto a próxima etapa ainda era escavada.

A página atual de Eismeer situa a estação a 3.160 metros e anuncia uma parada de cinco minutos. A própria operadora ressalva que ela pode não ocorrer, por exemplo, em caso de atraso do trem.

Alpine Sensation: a história no percurso de visita

No Jungfraujoch, Alpine Sensation é um percurso expositivo de 250 metros entre o Sphinx Hall e o Palácio de Gelo. A descrição oficial da atração apresenta imagens históricas, música e 30 placas de homenagem relacionadas ao trabalho dos mineiros. Na consulta de setembro de 2026, a atração aparece incluída no bilhete do Jungfraujoch.

O túnel ferroviário da subida e o corredor de visita têm funções diferentes. Você percorre o primeiro de trem. Em Alpine Sensation, a história é apresentada numa instalação para visitantes, já no complexo do Jungfraujoch.

Placas com nomes e datas em uma parede rochosa iluminada em tons de laranja e verde
As datas na parede de homenagens

  1. Época da construção. Uma das placas registra 1912, ano em que a ferrovia chegou ao Jungfraujoch. Outras inscrições próximas remetem ao período da obra.
  2. Homenagens posteriores. A placa em primeiro plano traz a data de 2019. A parede reúne, portanto, homenagens de mais de um período.
  3. Percurso expositivo. A passagem iluminada à direita continua pelo espaço de visita. O túnel percorrido de trem e a Alpine Sensation têm funções diferentes.

Parede de homenagens fotografada no percurso Alpine Sensation. As inscrições incluem datas posteriores à construção original da ferrovia. Foto: arquivo Viagem Alemanha.

O acesso regular à altitude teve consequências além do turismo. A Fundação da Estação de Pesquisa relata que a concessão ferroviária já previa apoio à investigação científica. A estação de pesquisa foi inaugurada em 1931 e o observatório Sphinx ficou pronto em 1937.

As datas nas placas de homenagem

Na imagem do nosso arquivo, nomes e datas aparecem em pequenas placas sobre a parede rochosa. A iluminação alaranjada destaca as irregularidades da pedra; no canto, a passagem continua sob uma luz azul.

A fotografia também mostra uma placa com a data de 2019. As homenagens visíveis, portanto, incluem períodos posteriores à construção de 1896 a 1912. A operadora explica a homenagem histórica de modo geral, mas as fontes consultadas não esclarecem cada placa posterior.

Para escolher a base da viagem e entender como esse passeio se encaixa no roteiro, retome o guia completo do Jungfraujoch. Se deseja organizar a visita dentro de uma viagem sob medida, conte à Viagem Suíça suas datas e seus interesses.

Pesquisa editorial: Viagem Suíça, marca da rede fundada por Rafaella Vilafranca. Fontes consultadas em 30 de setembro de 2026, indicadas ao longo do texto. As fotografias registram uma visita do arquivo e não garantem a manutenção de exposições, iluminação ou condições de acesso. Confira a operação atual nos canais oficiais.

Escrito por Raphael Almeida · Conteúdo revisado e aprovado por Rafaella Vilafranca, cofundadora da Viagem Suíça.
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