Há uma cidade que o mundo inteiro conhece por um fórum que dura cinco dias – e que o restante do ano vive embrulhada em silêncio alpino, neve, arte e trilhas. Ela fica a 1.560 metros de altitude, frequentemente descrita como a localidade urbana mais alta da Europa, no cantão dos Grisões, no leste da Suíça. Ela tem mais de 270 quilômetros de pistas de ski, o maior museu dedicado a Ernst Ludwig Kirchner no planeta e um hotel de montanha que inspirou um dos romances mais importantes do século XX. Essa cidade é Davos, e ela tem muito mais a oferecer do que seus cinco dias de fama geopolítica.
Davos e Klosters formam um par inseparável: a primeira, maior e mais movimentada, concentra o comércio, a cultura e as convenções; a segunda, a nove quilômetros a noroeste, é a versão discreta e senhoril, onde a família real britânica esquiou por décadas. Juntas, compartilham um passe de ski que abre cinco sub-áreas distintas, cada uma com um perfil próprio – do carving clássico do Parsenn ao freeride puro de neve virgem no Pischa. No verão, o cenário muda mas não diminui: 700 quilômetros de trilhas, um lago para nadar, vales intocados e uma conexão ferroviária que toca dois dos mais belos patrimônios da UNESCO nos Alpes.

Neste guia reunimos tudo o que ajuda a planejar bem a visita: como chegar via Landquart e a Ferrovia Retoromana, as quatro montanhas de ski com seus perfis reais, a melhor época para ir (e por que uma semana de janeiro deve ser evitada), o legado de Kirchner e a história dos sanatórios, os vales laterais e o verão espetacular. No fim, mostramos como transformar tudo isso em uma viagem sob medida, com acompanhamento em português.
Ficha rápida de Davos
- Onde: cantão dos Grisões (Graubünden), leste da Suíça
- Altitude: 1.560 m – frequentemente descrita como a localidade urbana mais alta da Europa
- Pico mais alto do município: Flüela-Schwarzhorn (3.146 m)
- Idioma: alemão · Moeda: franco suíço (CHF)
- Região de ski: Davos Klosters – cerca de 270 km de pistas em 5 sub-áreas
- Como chegar: trem de Zurique via Landquart e Ferrovia Retoromana (RhB), aprox. 2h45 a 3h
- Melhor época: dezembro a abril para ski; meados de junho a setembro para trilhas e verão
- Atenção: evitar a 3ª semana de janeiro (WEF – Fórum Econômico Mundial)
Neste guia
Onde fica Davos e o que a torna única
Davos fica no vale do Landwasser, no cantão dos Grisões (Graubünden), no leste da Suíça, a cerca de 150 quilômetros de Zurique. O município inclui dois bairros adjacentes conectados por ônibus e trem: Davos Platz, o coração comercial, com a Promenade, o Kongresshaus do Fórum Econômico Mundial e a maioria dos restaurantes e boutiques; e Davos Dorf, ao norte, mais residencial e com acesso direto ao funicular Parsennbahn. A distância entre os dois é de aproximadamente dois quilômetros.
A altitude de 1.560 metros não é só um número no cadastro. É o que dá ao ar a leveza seca e cristalina que, no século XIX e no início do século XX, transformou Davos numa das capitais mundiais do tratamento da tuberculose. Médicos descobriram que o ar de altitude, seco e rico em radiação ultravioleta, ajudava os pacientes a respirar melhor – e a cidade passou a atrair sanatórios de luxo que recebiam enfermos de toda a Europa. Essa história deixou um legado arquitetônico e cultural que ainda é visível hoje, do hotel Schatzalp ao acervo extraordinário do Museu Kirchner.
A expressão “cidade mais alta da Europa” aparece com frequência no material turístico de Davos – o próprio site oficial a usa. A designação merece uma nota honesta: Davos é um município com cerca de 12.000 habitantes, classificado tecnicamente como uma grande vila alpina. Outras localidades menores existem em altitudes superiores nos Alpes. A fórmula segura é a que o próprio universo geográfico usa: Davos é frequentemente descrita como a localidade urbana mais alta da Europa, a 1.560 metros. O que não tem discussão: nenhuma outra localidade alpina com essa dimensão e infraestrutura fica tão alto.

Como chegar a Davos
A ligação mais prática a partir de Zurique é de trem, com baldeação em Landquart. A primeira etapa usa os trens do SBB (Ferrovias Federais Suíças) de Zurique até Landquart; ali, você troca para os trens da RhB (Ferrovia Retoromana, Rhätische Bahn), que sobem o vale do Prättigau até Davos Platz em cerca de 1h10. O trajeto total dura aproximadamente 2h45 a 3h – uma viagem confortável, com a paisagem mudando progressivamente do planalto suíço para os vales dos Grisões. A frequência é de um trem por hora de Zurique.
Do Aeroporto de Zurique, adicione 15 a 20 minutos até a Estação Central (Zurique HB). Partindo de Genebra, a viagem total fica em torno de quatro horas e meia, com conexão em Zurique e depois em Landquart. Os horários variam sazonalmente – convém conferir os itinerários atualizados em sbb.ch antes de viajar.
| De onde | Como | Tempo aprox. |
|---|---|---|
| Aeroporto de Zurique | trem SBB até Landquart + RhB até Davos Platz | ~3h a 3h15 |
| Zurique HB (Estação Central) | trem SBB + RhB via Landquart | ~2h45 a 3h |
| Genebra | trem, conexão em Zurique e Landquart | ~4h30 |
| Chur (capital dos Grisões) | RhB direto via Filisur | ~1h30 a 2h |
O Swiss Travel Pass cobre todo o trajeto Zurique a Davos, incluindo o segmento da RhB. Já dentro de Davos, hóspedes de hotéis recebem normalmente o Gästekarte (passe de hóspede) que inclui o transporte público local – vale confirmar com o hotel no momento da reserva.
Uma conexão que vale o desvio: de Davos, um trem da RhB leva você até Filisur em cerca de 45 minutos – e ali a linha encontra a Linha Albula, Patrimônio Mundial UNESCO, o mesmo trecho do Bernina Express que desce para Chur ou sobe para St. Moritz. Quem vai montar um roteiro pelos Grisões pode encadear Davos com uma viagem panorâmica sem voltar até Zurique.
As montanhas de ski: Parsenn, Jakobshorn, Rinerhorn e Pischa
A região Davos Klosters é uma das maiores áreas de ski da Suíça, com cerca de 270 quilômetros de pistas distribuídas em cinco sub-áreas e 50 elevadores. Um único passe cobre tudo. Cada sub-área tem um perfil distinto, e vale conhecê-las antes de decidir onde concentrar os dias. A tabela abaixo resume as quatro principais de Davos:
| Montanha | Alt. topo | Km de pistas | Perfil | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| Parsenn | 2.844 m | ~97 km | Amplo, carving, descidas longas de vale | Todos os níveis; descida clássica de 12 km até Kublis |
| Jakobshorn | ~2.590 m | ~55 km | Freestyle, snowboard, events, après-ski intenso | Snowboarders; jovens; vida na montanha |
| Rinerhorn | ~2.490 m | ~49 km | Familiar, pistas suaves, menos movimento | Famílias; iniciantes; quem quer fugir da multidão |
| Pischa | ~2.483 m | 0 (sem grooming) | Freeride puro, neve virgem, sem pistas preparadas | Esquiadores experientes; backcountry |
Parsenn, o clássico dos clássicos
O Parsenn é a sub-área mais antiga e mais extensa de Davos Klosters, com cerca de 97 quilômetros de pistas que sobem do fundo do vale até o Weissfluhgipfel, a 2.844 metros. O acesso é feito pelo funicular Parsennbahn desde Davos Dorf – em operação há aproximadamente 90 anos – ou pelo Gotschnabahn desde Klosters. A descida mais famosa da região parte daqui: 12 quilômetros de pista que descem de Weissfluhjoch até o vilarejo de Kublis, no fundo do vale, com um desnível de mais de 1.600 metros. É uma das descidas de vale mais longas dos Alpes, e o Parsenn Derby, a corrida de descida mais antiga da Suíça, acontece aqui desde o início do século XX.

Jakobshorn: freestyle, snowboard e a Jatzhütte
Do outro lado da cidade, o Jakobshorn é a montanha que toca a história do snowboard: foi aqui, no Bolgen, que o primeiro elevador tipo T-bar do mundo foi instalado, em 1934, e nos anos 1980 o Jakobshorn foi uma das primeiras montanhas da Europa a abrir seus elevadores para snowboarders, quando grande parte das estações os proibia. Essa herança transformou a montanha numa meca do freestyle, com o JatzPark (quatro linhas de tamanhos variados) e uma SuperPipe de 120 metros que recebe eventos internacionais.
A descida mais conhecida do lado é a Davos Vertical: mais de 1.000 metros de desnível descendo pela floresta até Davos Platz. No topo, a Jatzhütte tem terraços com hidromassagem e palmeiras tropicais – uma irreverência deliberada a 2.590 metros de altitude, que virou referência do après-ski da região.
Rinerhorn e Pischa: o segredo das famílias e o paraíso do freeride
O Rinerhorn é o que os frequentadores de Davos chamam de “segredo bem guardado”: 49 quilômetros de pistas suaves a moderadas, uma gôndola moderna de seis lugares e quase nenhuma fila. É o destino certo para famílias com crianças, iniciantes que não querem a pressão do Parsenn e esquiadores intermediários que preferem um dia sem aglomeração.
O Pischa é o oposto em quase tudo. Não há pistas preparadas: a montanha oferece apenas neve virgem entre 1.870 e 2.483 metros para quem sabe o que está fazendo. É descrito pelos guias especializados como único nos Alpes por essa característica de freeride puro e sem grooming. Reservado a esquiadores experientes e conhecedores de backcountry.
Melhor época para visitar Davos
Davos funciona em duas grandes temporadas, com um aviso prático que nenhum guia honesto pode omitir. A tabela abaixo resume o que esperar em cada período:
| Período | Quando | O que esperar |
|---|---|---|
| Alta temporada de ski | Dezembro a abril (datas variam por ano) | Pistas no ápice, vila animada, Spengler Cup em dezembro; confirme abertura das sub-áreas em davos.ch |
| 3ª semana de janeiro – WEF | Geralmente 19 a 23 jan. (2026); varia por ano | Hotéis bloqueados por delegações, preços disparam, restrições de segurança. EVITAR para turistas; confirme datas em weforum.org |
| Entressafra (primavera) | Abril a meados de junho | Menor movimento, alguns hotéis fechados para manutenção; pistas fecham progressivamente |
| Verão | Meados de junho a setembro | 700 km de trilhas, lago, vales laterais, MTB; preços menores; 15 a 22 °C nas cotas baixas |
| Outono | Setembro a outubro | Folhagem alpina, trilhas ainda abertas, quase sem turistas; preços nos mínimos do ano |
A 3ª semana de janeiro é o Fórum Econômico Mundial (WEF): hotéis são bloqueados por delegações governamentais meses antes, preços podem triplicar e a cidade opera com restrições de segurança. Um erro de planejamento que custa caro. Para um inverno tranquilo em Davos, prefira a primeira ou segunda semana de janeiro, ou fevereiro e março.

Onde se hospedar em Davos e Klosters
A escolha do bairro em Davos não é só preferência: é logística de ski e de ritmo de viagem. Davos Platz é o coração da cidade, com a maioria dos restaurantes, lojas e vida noturna, e fica a poucos minutos a pé dos principais acessos de trem. É também onde a demanda é mais alta durante o WEF, então é o bairro onde os preços sobem mais nessa semana.
Davos Dorf, a dois quilômetros ao norte, é mais tranquilo e tem acesso direto ao funicular Parsennbahn: quem esquia no Parsenn todos os dias ganha tempo e comodidade hospedando-se aqui. Já Klosters, a nove quilômetros de Davos (32 minutos de trem), tem um charme genuíno de aldeia alpina, menos turismo de massa e uma discrição que atraiu por décadas celebridades e a família real britânica – o teleférico Gotschnabahn conecta diretamente ao Parsenn, com o mesmo passe de ski.
Como os preços variam muito por estação, por categoria e pelo calendário do WEF, evitamos citar valores aqui. Ao montar o seu roteiro, levantamos as opções que fazem sentido para o seu perfil de viagem.
Kirchner, Schatzalp e a herança cultural de Davos
Davos não é só neve e esqui. A cidade tem uma camada cultural que surpreende quem chega esperando apenas uma estância alpina, e ela começa no século XIX com a história dos sanatórios.
O Museu Kirchner: a maior coleção do mundo
Ernst Ludwig Kirchner (1880-1938) foi um dos mais importantes pintores expressionistas alemães e um dos fundadores do grupo Die Brücke. Em 1917, doente e em crise após a Primeira Guerra Mundial, Kirchner veio a Davos para se recuperar – e nunca mais foi embora. Viveu e trabalhou aqui até o suicídio em 1938, produzindo uma obra vasta e singular que transformou as paisagens dos Grisões, os camponeses e os animais alpinos em pintura de cores puras e traços ousados.
O Kirchner Museum Davos (kirchnermuseum.ch) abriga a maior coleção do mundo dedicada ao artista: cerca de 40 pinturas, sete esculturas, mais de 700 desenhos e aquarelas, mais de 300 gravuras, 160 cadernos de esboços com cerca de 9.000 desenhos, mais de 1.500 negativos fotográficos e aproximadamente 20 obras têxteis. O edifício foi inaugurado em 1992 e cobre todos os períodos criativos de Kirchner, de 1904 a 1938. É uma visita de nível internacional, sobretudo para quem acompanha a história da arte moderna europeia.

Berghotel Schatzalp: a história dos sanatórios, de perto
No início do século XX, a tuberculose era uma das doenças mais mortais do mundo – não havia antibióticos, e o melhor tratamento disponível era o ar seco e frio da altitude, a exposição solar e o repouso. Davos tornou-se um dos maiores centros mundiais de tratamento da tuberculose, com dezenas de sanatórios que recebiam pacientes de todas as classes, de operários a aristocratas.
O Berghotel Schatzalp foi construído em 1900 como um dos sanatórios de luxo mais avançados da época. Não tinha estrada de acesso – chegava-se por funicular próprio desde Davos Platz, e essa isolação era parte do tratamento. Os pacientes descansavam nas varandas viradas para o sul, tomando sol de altitude mesmo no inverno, embrulhados em mantas. Em 1953, quando os antibióticos tornaram os sanatórios obsoletos, o Schatzalp foi convertido em hotel de montanha – e manteve até hoje a arquitetura Art Nouveau original, as varandas, o funicular e o jardim botânico alpino (Alpinum Schatzalp) com mais de 800 espécies de plantas de montanha de todo o mundo.
O teleférico é aberto para visitantes que não são hóspedes. Dá para subir, visitar o hotel histórico, caminhar pelo jardim botânico e descer. Jantar ou almoçar no restaurante do Schatzalp é outra forma de sentir o ambiente sem pagar a diária.
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Fale conoscoThomas Mann e “A Montanha Mágica”
Em 1911, a esposa de Thomas Mann, Katia, foi internada num sanatório de Davos para tratamento de tuberculose. Mann veio visitá-la na primavera de 1912 e ficou por algumas semanas – tempo suficiente para absorver o mundo peculiar que encontrou: pacientes nas espreguiçadeiras das varandas, médicos de montanha com suas diagnósticas polêmicas, uma comunidade de enfermos suspensos entre a vida normal e um tempo sem urgência.
Desse material nasceu Der Zauberberg (“A Montanha Mágica”), romance que Mann trabalhou entre 1913 e 1924 e que é hoje considerado um dos pilares da literatura alemã do século XX. É importante ser preciso: o livro é ficção inspirada no ambiente de Davos, não uma documentação de um lugar ou personagem específico. A própria Katia era tratada no Waldsanatorium, não na Schatzalp. Mas a Schatzalp é a experiência arquitetônica e atmosférica mais próxima do mundo que Mann descreveu – a única que você pode visitar hoje e sentir o peso daquele tempo suspenso nos Alpes.
Verão, lagos e vales laterais
Davos no verão é um destino diferente, com frequência subestimado por quem só conhece a cidade pelo ski e pelo WEF. As temperaturas ficam entre 15 e 22 graus Celsius nas cotas mais baixas, os teleféricos operam em horário de verão, e a paisagem troca o branco universal pelo verde dos pastos alpinos e o azul dos lagos.
O Lago de Davos
O Davosersee fica a poucos minutos do centro e é o maior lago natural do município. No verão, a praia pública (Strandbad) tem entrada gratuita e a temperatura da água chega a 20 graus Celsius em julho e agosto. Dá para fazer stand-up paddle, vela, wakeboard e a trilha circular de quatro quilômetros que contorna o lago em terreno plano – ideal para quem quer caminhar sem subida de altitude. Os ventos térmicos do vale criam condições para a prática de windsurf e vela.
Os vales laterais: Sertig, Dischma e Flüela
Três vales laterais saem de Davos em direções diferentes, cada um com um caráter próprio. O Vale Sertig (Sertigtal) é o mais romântico: algumas casas de pedra tradicionais, restaurantes rústicos de montanha e trilhas suaves que não exigem equipamento especial. Chega-se de carro ou de ônibus regional. O Vale Dischma (Dischmatal) é o mais extenso e mais selvagem, com fauna rica – marmotas, chamois, íbices – e trilhas que chegam até a Dürrboden no fundo do vale. No inverno, é território de backcountry para esquiadores experientes.
Em direção ao Passo do Flüela (Flüelapass, 2.384 m), uma das caminhadas mais bonitas da região leva ao conjunto dos Lagos Joriseen: lagos alpinos de cores que variam do verde-garrafa ao turquesa intenso, dependendo do ângulo da luz. O passo conecta Davos ao Engadine (direção Susch e Zernez) e é o ponto de partida para quem quer incluir o Parque Nacional Suíço no roteiro – geralmente acessível de maio a outubro.

Mountain bike: 700 km de trilhas
Davos tem reputação internacional como destino de mountain bike de verão, com cerca de 700 quilômetros de trilhas para todos os níveis. O Alps Epic Trail, com 45 quilômetros de single track, é premiado pela IMBA como um dos melhores do mundo. Os teleféricos das sub-áreas Parsenn-Gotschna, Jakobshorn, Rinerhorn e Madrisa transportam bicicletas na temporada de verão, abrindo descidas de altitude que seriam acessíveis apenas a alpinistas no inverno. A temporada de MTB vai geralmente do fim de maio a meados de outubro.
Combina com Davos
- A visão geral do país: o que fazer na Suíça, com os 20 pontos turísticos imperdíveis.
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- O guia de St. Moritz – vizinho de cantão nos Grisões, com um universo diferente de Davos.
- O guia de Zermatt – o outro grande polo de ski dos Alpes suíços.
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Perguntas frequentes sobre Davos
Davos é só para milionários e políticos do WEF?
Não. Fora a terceira semana de janeiro, quando o Fórum Econômico Mundial (WEF) acontece, Davos é uma estância de montanha acessível a viajantes de diferentes perfis e orçamentos, com opções de hospedagem de todas as categorias. O WEF ocupa a cidade por apenas cinco dias por ano.
Quando é o WEF e devo evitar essa semana?
O Fórum Econômico Mundial acontece geralmente na terceira semana de janeiro – em 2026, de 19 a 23 de janeiro. Para outros anos, confirme as datas em weforum.org. Sim, evite essa semana: hotéis são bloqueados por delegações governamentais meses antes, preços disparam e a cidade tem restrições de segurança. Para um inverno tranquilo, prefira a primeira ou segunda semana de janeiro, ou os meses de fevereiro e março.
Como ir de Zurique a Davos de trem?
Você pega o trem SBB (Ferrovias Federais) de Zurique até Landquart e faz baldeação para os trens da RhB (Ferrovia Retoromana) até Davos Platz. O trajeto total dura aproximadamente 2h45 a 3h, com frequência de uma hora em hora. Do aeroporto de Zurique, acrescente 15 a 20 minutos até a Estação Central. Confirme os horários em sbb.ch antes da viagem.
Qual é a diferença entre Davos Platz e Davos Dorf?
São dois bairros do mesmo município, separados por cerca de dois quilômetros, conectados por ônibus e trem. Davos Platz é o coração comercial, com mais restaurantes, boutiques e vida noturna. Davos Dorf fica ao norte, é mais tranquilo e tem acesso direto ao funicular Parsennbahn – prático para esquiadores que vão ao Parsenn todos os dias.
Qual área de ski é melhor para iniciantes em Davos?
O Rinerhorn é o favorito de famílias e principiantes: pistas suaves a moderadas, menos movimento e fila curta. O Bolgen, na base do Jakobshorn, também tem área de aprendizado. O Pischa, que não tem pistas preparadas e é voltado para freeride, deve ser evitado por quem está começando.
O que é a Schatzalp e vale a visita?
O Berghotel Schatzalp foi construído em 1900 como sanatório de tuberculose de luxo e convertido em hotel em 1953. Mantém a arquitetura Art Nouveau original e o funicular próprio desde Davos Platz. O teleférico é aberto para visitantes de dia – dá para subir, visitar o hotel histórico, caminhar pelo jardim botânico alpino com mais de 800 espécies e descer sem precisar se hospedar. Consulte horários e tarifas em schatzalp.ch.
O que é o Museu Kirchner e vale a pena visitar?
O Kirchner Museum Davos é o maior museu dedicado ao pintor expressionista alemão Ernst Ludwig Kirchner, que viveu em Davos de 1917 até 1938. O acervo inclui cerca de 40 pinturas, mais de 700 desenhos e aquarelas e mais de 300 gravuras, cobrindo todos os períodos criativos do artista. É uma visita de nível internacional para quem se interessa por arte moderna europeia. Consulte kirchnermuseum.ch para horários e exposições.
Vale a pena ficar em Klosters em vez de Davos?
Depende do perfil. Klosters é uma vila independente a nove quilômetros de Davos, com charme genuíno, menos turismo de massa e o mesmo passe de ski do Parsenn via o teleférico Gotschnabahn. É perfeita para casais e quem valoriza discrição e autenticidade. A desvantagem: menos opções de restaurantes e vida noturna em comparação com Davos Platz.
Há conexão direta de ski ou de trem entre Davos e Arosa?
Não. Não existe ligação física de ski entre Davos e Arosa, nem trem direto – o trajeto requer baldeação em Chur e demora cerca de 3h50 no total. O TOPCARD é um passe anual multi-resort válido para Davos Klosters e Arosa Lenzerheide, mas não cria uma rota de ski entre as duas áreas.
Precisa saber esquiar para curtir Davos no verão?
Não. No verão, Davos tem cerca de 700 quilômetros de trilhas de caminhada e mountain bike, o Lago de Davos com praia pública, os vales laterais (Sertig, Dischma, Flüela), o Museu Kirchner, a Schatzalp e conexões panorâmicas de trem via Filisur. É uma cidade agradável e tranquila fora da temporada de neve, com muito a oferecer para viajantes que não esquiam.
Quantos dias ficar em Davos?
Para o ski, o mínimo recomendado é três a quatro noites: dá tempo para explorar duas ou três sub-áreas e aproveitar os dias de sol. Para o verão, três a cinco noites permitem combinar trilhas, lago, vales, museu e a Schatzalp. Um bate-volta de Zurique é tecnicamente possível mas sub-aproveita a região – o ritmo da cidade merece ao menos uma noite.
Como funciona a ligação de Davos com o Bernina Express e o Glacier Express?
Davos não está na rota principal do Glacier Express (Zermatt a St. Moritz) nem do Bernina Express (Chur a Tirano). Mas de Davos você pega o trem RhB até Filisur em cerca de 45 minutos e ali conecta com a Linha Albula (Patrimônio UNESCO), o mesmo trecho usado pelo Bernina Express. Isso permite construir um roteiro que começa em Davos e inclui uma viagem panorâmica até St. Moritz ou desce a Chur por uma das linhas de trem mais bonitas da Europa.
Monte a sua viagem a Davos com a Viagem Suíça
Davos é o tipo de destino que recompensa quem planeja bem: a semana certa do inverno (fora do WEF), as sub-áreas de ski que combinam com o seu nível, a logística de trem pela RhB dos Grisões, o encaixe da Schatzalp e do Museu Kirchner nos dias certos. E para quem vai no verão, a ordem dos vales, das trilhas e das conexões panorâmicas faz toda a diferença.
É isso que fazemos na Viagem Suíça. Montamos viagens privativas e sob medida pela Suíça, com acompanhamento em português, pensando cada detalhe a partir do seu ritmo e dos seus interesses. A etapa de planejamento e desenvolvimento da viagem tem um valor único de €247, abatível quando você fecha a viagem conosco.
A Viagem Suíça é uma casa de viagens boutique fundada por Rafaella Vilafranca, especializada em Suíça. Fale com ela para montar o roteiro certo para o seu Davos.

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Créditos das imagens
As fotografias de Davos neste guia vêm de fontes com licença livre (Wikimedia Commons e Pixabay), com crédito ao autor e à licença. Nenhuma imagem de obra de Kirchner foi reproduzida; a foto do museu mostra apenas a fachada externa do edifício público:
- Davos no vale (hero): foto de Capricorn4049, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.
- Davos no inverno: foto de nike159, via Pixabay, Pixabay Content License.
- Pistas do Parsenn: foto de Capricorn4049, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.
- Lago de Davos no verão: foto de kuhnmi, via Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0.
- Fachada do Kirchner Museum Davos: foto de Lantus, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.
- Vale Sertig: foto de Tiia Monto, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.
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