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O Reno na Suíça: Cataratas, Stein am Rhein e Basileia

O Reno é o grande rio que costura a Europa central, e poucos sabem que a sua história começa bem no alto dos Alpes suíços. Da nascente nas montanhas dos Grisões até o ponto em que deixa o país, em Basileia, o Reno atravessa a Suíça de ponta a ponta e, no caminho, forma um dos espetáculos naturais mais impressionantes do continente: as Cataratas do Reno. Este é o guia do Reno na Suíça, da nascente alpina às vilas medievais à beira d’água.

Vamos seguir o rio na ordem em que ele corre: a nascente nos Alpes, as Cataratas do Reno (Rheinfall) perto de Schaffhausen, a vila pintada de Stein am Rhein e, por fim, Basileia, onde o Reno faz a curva e segue para a Alemanha. E, para quem quer continuar viagem rio abaixo, mostramos onde a história do Reno alemão começa.

As Cataratas do Reno (Rheinfall), a maior cachoeira da Europa em volume, perto de Schaffhausen, vistas do rio
As Cataratas do Reno (Rheinfall), perto de Schaffhausen: a maior cachoeira da Europa em volume de água.

Em resumo

O Reno nasce nos Alpes suíços, nos Grisões, atravessa o Lago de Constança e, perto de Schaffhausen, despenca nas Cataratas do Reno (Rheinfall), a maior cachoeira da Europa em volume de água. A poucos minutos fica Stein am Rhein, uma das vilas medievais mais bem preservadas do país. O rio segue até Basileia, onde deixa a Suíça e segue para a Alemanha. Dá para conhecer as cataratas e Stein am Rhein em um dia, a partir de Zurique ou de Basileia.

O Reno suíço, da nascente ao adeus

O Reno nasce nas montanhas dos Grisões (Graubünden), no sudeste da Suíça, da união de dois rios alpinos, o Rin anterior e o Rin posterior, que se encontram perto de Reichenau. Dali, o jovem Reno corre para o norte, marca por um trecho a fronteira com Liechtenstein e a Áustria, e desemboca no Lago de Constança (Bodensee), que a Suíça divide com a Alemanha e a Áustria.

Ao sair do lago, já mais largo e poderoso, o Reno segue rumo a Schaffhausen, onde mergulha nas cataratas, passa por Stein am Rhein e, depois, chega a Basileia. É nessa cidade que ele faz a célebre curva, o cotovelo do Reno, e segue para a Alemanha. Todo esse percurso suíço, do alto dos Alpes à fronteira, é o que este guia cobre. Para situar o Reno no conjunto do país, vale ver o guia geral de o que fazer na Suíça.

As Cataratas do Reno (Rheinfall)

Perto da cidade de Schaffhausen, no norte da Suíça, o Reno despenca em um conjunto de quedas conhecido como Rheinfall, a maior cachoeira da Europa em volume de água. Não é a mais alta, mas é a mais caudalosa: em alguns dias de verão, com o degelo, passam centenas de metros cúbicos de água por segundo, num estrondo que se ouve de longe.

Água das Cataratas do Reno contornando um rochedo, com uma ponte ao fundo
Um olhar de perto sobre a força das Cataratas do Reno. Foto: arquivo Viagem Alemanha.

O grande espetáculo é o rochedo no meio da queda, que se pode alcançar de barco, com escadas que levam a uma plataforma cravada na corrente. Das duas margens, mirantes e o castelo de Laufen (Schloss Laufen) oferecem ângulos diferentes, e há trilhas curtas e passarelas para ver a água de perto. As cataratas ficam a cerca de meia hora de trem de Zurique, o que as torna um bate-volta fácil e um dos passeios de natureza mais marcantes do país.

Stein am Rhein, a vila pintada

O centro histórico de Stein am Rhein refletido no Rio Reno, com a torre da igreja e o mosteiro de São Jorge
Stein am Rhein, refletida no Reno: fachadas pintadas, o mosteiro de São Jorge e os vinhedos ao fundo.

A montante das cataratas, onde o Reno volta a ser um rio tranquilo, está Stein am Rhein, uma das vilas medievais mais bem preservadas da Suíça. A sua praça da prefeitura, a Rathausplatz, é célebre pelas fachadas inteiramente pintadas com afrescos, cada casa com a sua cena e o seu nome. Some a isso as ruelas, o mosteiro de São Jorge à beira d’água e os vinhedos nas colinas, e tem-se um dos cenários mais fotogênicos do país.

Pátio com fachadas de enxaimel no mosteiro de São Jorge, em Stein am Rhein
Pátio com fachadas de enxaimel no mosteiro de São Jorge, em Stein am Rhein. Foto: arquivo Viagem Alemanha.
O mosteiro de São Jorge e as casas de Stein am Rhein refletidos no Reno
O mosteiro de São Jorge e as casas de Stein am Rhein refletidos no Reno. Foto: arquivo Viagem Alemanha.
Fachada pintada e torre do relógio da prefeitura de Stein am Rhein
A prefeitura de Stein am Rhein e sua fachada pintada. Foto: arquivo Viagem Alemanha.

Stein am Rhein combina perfeitamente com as cataratas em um mesmo dia, já que ficam pertinho uma da outra. Veja o nosso guia da experiência de Stein am Rhein e o Reno para montar esse passeio.

Basileia, onde o Reno deixa a Suíça

No extremo noroeste do país, no ponto em que Suíça, França e Alemanha se encontram, o Reno chega a Basileia, a capital cultural suíça. É aqui que o rio faz a sua famosa curva, o cotovelo do Reno, e muda de rumo, deixando a Suíça para seguir Alemanha adentro. A cidade vive voltada para a água: tem o Münster sobre uma colina à beira-rio, balsas movidas pela própria corrente e o hábito, no verão, de descer o Reno a nado, boiando com os pertences numa bolsa à prova d’água.

Curiosamente, é por Basileia que a Suíça, um país sem litoral, alcança o mar: o porto fluvial da cidade, no Reno, liga o país ao Mar do Norte pela navegação de carga, rio abaixo. Por aqui passa boa parte do comércio que entra e sai do país pela água, o que faz desse trecho do Reno bem mais do que uma paisagem bonita.

Basileia é também a porta de saída e de entrada do Reno suíço, com museus de primeira e uma Cidade Velha medieval. Para conhecer a cidade a fundo, veja o nosso guia de Basileia.

O Reno continua na Alemanha

Depois de Basileia, o Reno entra na Alemanha e começa o seu capítulo mais famoso para o turismo: o Vale do Reno Romântico, entre vinhedos em terraços, dezenas de castelos no alto das encostas e a lenda da Lorelei. Esse trecho alemão é um mundo à parte, e quem está montando uma viagem pela região pode emendar os dois lados do rio.

Esse pedaço fica fora da Suíça, então deixamos ele com quem é da casa: o nosso irmão Viagem Alemanha tem um guia dedicado ao Rio Reno na Alemanha, com a história, os castelos e os passeios de barco do lado alemão. É a continuação natural deste guia, rio abaixo.

Inclua o Reno na sua viagem à Suíça

As cataratas e Stein am Rhein são alguns dos passeios mais bonitos do norte da Suíça e se encaixam muito bem em um roteiro que comece ou termine em Zurique ou Basileia. Encaixar esse dia no momento certo, com a logística de trem e barco resolvida, é o tipo de detalhe que cuidamos para você.

A etapa de planejamento e desenvolvimento da sua viagem tem um valor único de €247, que é creditado, ou seja, abatido, quando você fecha a viagem conosco. A Viagem Suíça é uma casa de viagens boutique fundada por Rafaella Vilafranca, especializada exclusivamente em Suíça, com viagens privativas, sob medida e acompanhamento em português.

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Perguntas frequentes sobre o Reno na Suíça

Onde ficam as Cataratas do Reno?

As Cataratas do Reno (Rheinfall) ficam perto da cidade de Schaffhausen, no norte da Suíça, junto à fronteira com a Alemanha. Estão a cerca de meia hora de trem de Zurique, o que as torna um bate-volta fácil.

As Cataratas do Reno são a maior cachoeira da Europa?

São a maior em volume de água, não em altura. O que impressiona não é a queda alta, mas a largura e a quantidade de água que passa, especialmente no verão, com o degelo dos Alpes. É uma das cachoeiras mais caudalosas do continente.

Dá para visitar as cataratas e Stein am Rhein no mesmo dia?

Sim, e é o passeio mais comum. As duas atrações ficam pertinho uma da outra, no trecho do Reno perto de Schaffhausen, e combinam bem em um único dia, saindo de Zurique ou de Basileia, de trem e barco.

O Reno nasce na Suíça?

Sim. O Reno nasce nos Alpes suíços, nos Grisões, da união de dois rios alpinos perto de Reichenau. Corre para o norte, passa pelo Lago de Constança e atravessa a Suíça até Basileia, onde deixa o país rumo à Alemanha.

Onde o Reno deixa a Suíça?

Em Basileia, no extremo noroeste do país, no ponto em que Suíça, França e Alemanha se encontram. Ali o rio faz a sua famosa curva, o cotovelo do Reno, e segue para a Alemanha, onde começa o Vale do Reno Romântico.

Como chegar às Cataratas do Reno?

De trem, a partir de Zurique, em cerca de meia hora, descendo nas estações de Schloss Laufen am Rheinfall ou de Neuhausen, nas margens. As cataratas também são acessíveis a partir de Schaffhausen e de Stein am Rhein, e há barcos que levam ao rochedo central.

Qual a melhor época para ver as cataratas?

O verão, entre junho e agosto, costuma ter o maior volume de água, por causa do degelo dos Alpes, e é quando os barcos e as plataformas funcionam plenamente. A primavera e o início do outono também são bonitos e têm menos gente. Confirme a operação dos barcos na época da viagem.

O Reno na Alemanha é o mesmo rio?

Sim, é o mesmo Reno, que depois de Basileia segue Alemanha adentro e forma o famoso Vale do Reno Romântico, com castelos e vinhedos. Esse trecho alemão tem um guia dedicado no Viagem Alemanha, a continuação natural deste, rio abaixo.

O que é o cotovelo do Reno?

É o Rheinknie, a curva acentuada que o Reno faz em Basileia, onde deixa de correr para o oeste e passa a seguir para o norte, rumo à Alemanha. É um marco geográfico da cidade e do percurso do rio pela Suíça.

Dá para nadar no Reno em Basileia?

No verão, sim, e é uma tradição local muito querida: os basileus descem trechos do rio a nado, boiando com os pertences numa bolsa à prova d’água. É só para a estação quente e em trechos seguros; respeite sempre as correntes e a sinalização.


Viagem Suíça: viagens privativas e sob medida, sem excursões, com acompanhamento em português
Créditos das imagens

Fotos do acervo próprio da Viagem Suíça: as Cataratas do Reno (Rheinfall) vistas do rio, e o centro histórico de Stein am Rhein refletido no Reno. Volumes de água, horários de barcos e condições variam por estação e por ano; confirme nos canais oficiais antes da viagem.

Escrito por Gabriella Taranto · Conteúdo revisado e aprovado por Rafaella Vilafranca, cofundadora da Viagem Suíça.
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