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Apesar da fama munidal de seus relógios, os suíços não foram os primeiros a fazerem relógios pequenos o suficiente para carregar, essa título pertence aos alemães. Entre 1509 e 1530, os relojoeiros alemães inventaram um relógio em miniatura que poderia ser considerado o ancestral dos relógios de pulso atuais. Mas esses pequenos relógios não eram usados no pulso, mas assumiam a forma de jóias e adornos externos. Acredita-se que o alemão Peter Henlein seja o pioneiro, tendo realizado o feito em Nuremberg.
Para contarmos a história de como a Suíça passou a ser referência em relógios, temos que voltar a segunda metade do século XVI, quando os franceses protestantes, chamados huguenotes migraram para Suíça fugindo das guerras religiosas na França. Este episódio foi decisivo, pois estes franceses trouxeram consigo seus relógios e habilidades de fabricação de relógios para Genebra.
Esse movimento de refugiados qualificados ajudou a transformar a reputação de Genebra em uma cidade conhecida por sua relojoaria de alta qualidade.
A chegada dos huguenotes coincidiu com o domínio do protestante João Calvino sobre Genebra, onde o uso de joias era proibido. Buscando uma forma de continuarem trabalhando, os ourives e esmaltadores (artesãos que faziam pinturas em peças), que possuíam a especialidade em belo design e artesanato, se uniram aos huguenotes, com qualificação técnica para criar relógios.
Finalmente, quando a quantidade de regulamentação em Genebra foi relaxada, no final do século XVII , junto com a busca por relógios mais exuberantes, agora os relojoeiros suíços aprimoraram ainda mais seus modelos. Grande parte da inovação inicial se deu nas montanhas do Jura, graças a Daniel Jeanrichard, um ourives que foi o primeiro a aplicar a divisão do trabalho à indústria relojoeira. Ao usar isso para aumentar a eficiência e a padronização, ele conseguiu aumentar o volume e a qualidade da produção das peças. Não demorou muito para que os relógios suíços produzidos em Genebra fossem conhecidos por outros lugares no mundo.
Em 1851 é fundada a uma das marcas mais renomadas do mundo,a Patek Philippe. Em 2019 o relógio “Patek Philippe Grandmaster Chime 6300A-010” quebrou o recorde de mais caro do mundo ao ser leiloado por 28 milhões de euros. O leilão de caridade foi em Genebra e os lucros reverteram para a pesquisa na área da distrofia muscular. O leilão durou apenas cinco minutos.
Veja esta breve linha do tempo dos fatos que ocorreram na indústria dos relógios suíços:
Para os que desejam conhecer ainda melhor esta indústria tão fascinante, realizamos passeios guiados museus e fábricas nesta temática.
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